terça-feira, 18 de março de 2014

Elvira & Cª - Histórias à volta do Natal. Porque o Natal é quando um homem quiser, desta vez é em março

Dia 23 de março - 17h na Livraria Gatafunho
Largo 5 de Outubro, 9/10, 2780-225 Oeiras

https://www.facebook.com/events/264412550387046/?ref_newsfeed_story_type=regular

domingo, 2 de fevereiro de 2014

"Um, dois, três, conta lá outra vez!”

"Um, dois, três, conta lá outra vez!”
Danuta Wojciechowska.
Caminho (2013)


Depois do já conhecido “O que se vê no A, B, C”, Danuta Wojciechowska, a autora/ilustradora tem um novo livro: “1, 2, 3, conta lá outra vez!”
Poderia julgar-se, que depois de um abecedário, agora contempla-nos com um livro sobre os números.
Mas é muito mais que isso. São números, universais, que se apresentam em diferentes línguas (português, inglês, italiano, francês, alemão e em chinês (mandarim). Para além disso servem para contar histórias e cada um desses números encerra ele próprio, outras histórias, narrativas que se multiplicam para além da leitura do algarismo, do seu significado e da leitura do universo que nos rodeia, situação que nos remete logo nas guardas para o infinito sideral.

As ilustrações de Danuta, facilmente reconhecíveis na intensidade de cores a que já nos habituou, surgem agora neste livro ao lado de novos registos gráficos que irão certamente surpreender mas igualmente admirar,  entre a sobreposição de formas, transparências e movimentos, cada número remete para uma simbologia própria com referências a um mundo que também é o das histórias. É neste jogo de ilustração com os números  (que estão por todo o lado, desde a natureza ao nosso próprio corpo) que se introduzem novas histórias e enredos que permitem uma descoberta constante que pode ser lida e relida por qualquer um de nós em qualquer idade. Após uma descoberta inicial, o apelo para uma nova redescoberta será de novo solicitado, a par com o seu título: conta lá outra vez.
Nas coisas simples de todos os dias, os números apresentam-se com significados e narrativas que nos ajudam não só a contemplar o mundo como a compreendê-lo melhor. A expressividade do individuo, a dualidade, numa atenta descoberta constante, este livro, revela curiosidades matemáticas e outros mistérios que nos permitem descobertas através dos algarismos escondidos, surpreendendo constantemente, apelando à simbologia e à imaginação. Tal como os números, as possibilidades de leitura deste livro são infinitas, invocando os nossos sentidos.
Pela parte que me diz respeito, estou desde já inteiramente seduzida, ou melhor será dizer, completamente apaixonada.  
Sim, por que é possível apaixonar-mo-nos por livros, vocês, não? 


Elvira Cristina Silva
in: CEI 100


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Histórias há...volta do Natal- Voltamos dia 12 janeiro 2014

Depois de 22 de dezembro






Voltamos dia 12 de janeiro

Instantes Inclusivos

Instantes Inclusivos   

Continuando na senda de abordar a literatura infantil como meio de nos conduzir e olhar o mundo e o outro, procuro neste espaço, refletir sobre o objeto livro e de, por inferência, ponderar sobre o seu valor estético e pedagógico descobrindo mais sobre as diferenças que nos unem.
Em El cazo de Lorenzo de Isabelle Carrier (2010- Editorial Juventud – Barcelona – Espanha), já mencionado tenuemente no número anterior, a diferença está numa criança a descobrir por detrás de um tacho que transporta consigo. Ilustrações pouco elaboradas, sem grandes cenários com cores constantes e pouco variadas, enfatizam sobretudo as características individuais e vivências do personagem principal. As guardas “aparentemente” simples e despretensiosas necessitam de um olhar atento para descobrir o que coerentemente nos revelam. Como alguém, sem que se mude nada, apenas evidencia os pontos fortes para sermos como os demais.  A subtileza deste livro reside na força da mensagem do texto, a par de pequenos pormenores nas ilustrações que o transformam num arrebatador e inesquecível momento.
Se só vemos a diferença no outro como perturbadora, não conseguimos aproximarmo-nos das semelhanças que nos unem. A  sensação de ser estranho, de ser diferente, na forma como se é olhado na sala de aula, no  recreio, no quotidiano. Tal como em  Eloísa y los bichos com texto de Jairo Buitrago e ilustrações de Rafael Yockteng (2012 – Jinete Azul)  ambos os livros constituem uma reflexão sobre coisas novas, especialmente face ao desconhecido.
Falando de medos e de aprendizagem, de estranheza, abordando costumes, de rejeição, mas sobretudo de amizade, na aceitação plena do outro. Neste livro as ilustrações exacerbam o texto com um forte impacto, a começar logo pelas guardas com ilustrações que revelam as fotos dos seres estranhos e bizarros com que convive a personagem Eloísa. Um livro que apela à importância de nos enquadrarmos em novos lugares, adaptando-nos ao que no início surge como desconhecido sem que por isso se esqueçam as origens.
De pouco texto, discreto na ocupação do espaço, é um livro lindíssimo na completa acepção da palavra no que se refere à dicotomia de mensagem e design gráfico, constituindo-se com uma obra de arte para quem dele disfruta.

Frederico, de Leo Lionni, editado em Portugal pela Kalandraka em 2009, remete numa prosa poética para a aceitação da individualidade e de liberdade do outro. A estranheza de comportamentos que se diferenciam na fidelidade ao próprio e às suas convicções. Nesta obra é dado o enfoque da necessidade das palavras, da poesia, da arte em geral, como essencial para o bem comum, a par da alimentação. Porque todos somos diferentes e precisamos uns dos outros, independentemente das nossas escolhas e atos. Na simplicidade de texto e imagem, Leo Lionni faz, como sempre em todas as suas obras, um grito à individualidade e, nesta obra em particular, consegue que os mais empedernidos se apaixonem por um pequeno poeta.
Para remate deixo uma outra preciosidade deliciosamente terna com ilustrações talentosas. Eu, Ming (2002) Clotilde Bernos (texto) e Nathalie Novi (ilustrações). Editora: Âmbar
“Eu poderia ter nascido... no Reino de Inglaterra...ser um crocodilo...ter sido...”
Enfim, desejos e sonhos do que se seria se não se fosse o próprio. O que se faria com outros atributos, domínios e capacidades, decretar obediência e tomar conta de todo o planeta...
Mas somos o que somos, mais ninguém. Só o que somos nos permite o contacto com quem já nos conhece e/ou redescobre.

Mais do que queremos ser, o que fazemos com o que temos? Sermos possuidores da felicidade se discretamente nos entregarmos aos outros, apaixonadamente. Mesmo que assinemos a prova da nossa existência em palavras pequeninas.




Elvira Cristina Silva

in: Educação Inclusiva vol. 4. nº 2 dezembro de 2013 (pág 29 e 30) Revista da Pin-ANDEE - Pró-Inclusão: Associação Nacional dos Docentes de Educação Especial




quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Um conto de chaves com Elvira & Cª

Depois do anúncio do post anterior 



A obra "A Magia das Chaves" tem sido um caminho mágico. Tendo a honra de participar nesta obra conjuntamente com mais 41 autores, cujos direitos de autor revertem a favor da Associação Acreditar. No último evento na Livraria Barata, na Avenida de Roma a animação contou com a presença de Elvira & Cª; Céu Neves e Paulo Miguel; Cristina Miranda. Foi entregue à ACREDITAR - (Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro) um cheque de 500 euros, o equivalente aos direitos de autor dos livros vendidos até ao momento.

Elvira & Cª participaram na animação deste evento. Foi o conto de Paulo Almeida agora transformado em verso que inspirou a animação. Aqui fica o registo.
Obrigada aos que estiveram presentes e sobretudo a Maria Isabel Loureiro por mais um desafio. 
 
(Agradece-se as fotos a: António Augusto Silva, Lucrécia Alves, entre outros)











 





















 






Podem ainda ver outra resenha desta obra em: A Magia das Chaves no blog Histórias da vida e para a vida